Com mais de 20 anos de experiência como músico — período em que produzi, estudei música e aprendi diversos instrumentos — também sou professor de Física, graduado e mestre pela Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC), onde atualmente estou cursando doutorado em Engenharia Elétrica. Sinto-me privilegiado por viver intensamente minhas duas maiores paixões: Ciências e Música. Minha curiosidade natural em compreender o funcionamento do mundo me levou, inicialmente, a cursar Mecânica, profissão que exerci por um período.
A integração entre essas duas áreas me traz imensa satisfação, pois se complementam de maneira surpreendente. A Música, com seu rigor técnico, frequentemente se entrelaça com a Física, e vice-versa. No começo, meu foco estava nas teorias musicais, que já são intrinsecamente complexas. No entanto, ao compor, gravar, editar, mixar e masterizar, percebi que a Física controla cada etapa. Isso é natural, já que a música é uma combinação de sons, e o som é, essencialmente, um fenômeno físico.
A ligação entre Física e Música sempre foi profunda, desde os discos de vinil até os sofisticados circuitos integrados dos computadores atuais. À medida que a Física evolui, a Música também acompanha esse avanço. Nas estações de trabalho de áudio (DAWs), por exemplo, seguimos princípios físicos ao tratar de taxas de amostragem e profundidade de bits, manipulando o som digitalmente. Para mim, essa união entre Física e Música é uma dádiva sublime, uma verdadeira dádiva do Universo.
