A penúltima faixa do álbum traz uma imagem de renascimento: depois de tantos santos, depois do passado, uma flor aparece ao levantar. Algo novo. "Antes de sonhar já estou te tendo, antes de acordar já vou te vendo." A presença do outro como constante, como ambiente, como ar.
O eu lírico reconhece a transformação que o amor provoca: "meu corpo enfraquece, e você se faz fonte de paz, amor, alegria." Não é fraqueza negativa — é a entrega de quem sabe que encontrou algo maior que si mesmo.
A imagem final é de nascimento: "linda como um botão em flor, quando se abre e acorda para ver o sol nascer — vinda cheia de paixão e amor, quando emerge me acorda para ver: um sol, uma lua, outra vida nascer." A pessoa amada como catalisador de uma vida que só agora começa de verdade.
O fechamento do álbum
Depois de tudo — o amor à primeira vista, a saudade, a inocência perdida, o arrependimento, a fé, a paz — o álbum fecha com uma declaração de recomeço. Outra vida é a resposta a Tudo de uma vez: sim, é possível recomeçar. E quando se recomeça com amor, nasce outra vida.
